Não basta dar acesso a informação, é preciso fornecer informação acessível

Fonte: Blog Públicos/O Estado de S.Paulo (7.mai.2013) | Autor: Fernando Gallo

Não à toa o gov.uk, site do governo inglês,ganhou, na Inglaterra, há três semanas, o prêmio de Design do Ano, vencendo outros projetos de diversas áreas, incluindo arquitetura, moda e movelaria.

Seus responsáveis entenderam algo fundamental em um mundo cada vez mais complexo: as informações públicas devem ser simples de acessar e usar. Eles puseram em prática algo que foi um mantra de Steve Jobs à frente da Apple e vem se tornando uma preocupação de empresas do mundo digital, mas ainda não entrou na cultura dos governos planeta afora: a “experiência do usuário”.

Acadêmicos, pesquisadores, jornalistas, desenvolvedores, esses, via de regra, de alguma forma, sabem quais órgãos detém a informação que buscam e como solicitá-las. Sabem também arredondar informações públicas que encontram “quadradas”, ou que lhes chegam “cheias de ossos”.

Mas a maior parte dos cidadãos não sabe. E não tem menos direito do que ninguém de acessar as informações custodiadas pelos governos. O cidadão comum carece, portanto, de sites intuitivos, fáceis de usar, que concentrem, auxiliados por um design simples e objetivo, os dados e informações (mais) procurados.

É exatamente o que é o gov.uk, exemplo de acessibilidade. Ele é pensado não para ser um “apanhado”, um “catadão” de etiquetas e links que direcionam para outros sites de governo difíceis de usar, mas para ser central também do ponto de vista da produção de informações acessíveis – não apenas do ponto de vista da publicidade, mas sobretudo de sua usabilidade -, a partir do conteúdo provido pelo conjunto dos órgãos da administração, e também da organização e disposição simples das mesmas.

“Nós fazemos design de informação, e não apenas colocamos pixels na tela”, diz no vídeo acimaBen Terrett, chefe de design do departamento de Governo Digital do governo inglês. “Asseguramos que o usuário não precise entender de governo para encontrar algo”.

(Agradeço ao Piero Locatelli, repórter da Carta Capital, pela valiosa dica, e me junto ao seu anseio de que as informações providas pelos governos sejam dispostas de maneira simples, por mais complexas que sejam, e que sejam acessíveis de todos os pontos de vista possíveis

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Posted on 9 de Maio de 2013, in EXECUTIVO, LEGISLATIVO, SERVIÇOS PÚBLICOS and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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